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Hoje li uma entrevista muito interessante com Teemu Arina: “um jovem professor finlandês, com boas idéias, um cérebro plenamente funcional e uma visão para o futuro que poucos conseguem atingir”. O foco da entrevista foi “Aprendizagem Informal” e “Aprendizagem Móvel”.

Fiquei impressionada com o texto! Ele descreve praticamente todo o nosso trabalho e pensamento. Para mim foi muito importante lê-lo, pois foi um complemeto muito produtivo para o meu processo de entendimento do nosso trabalho na Papagallis.

Vou compartilhar algumas reflexões com vocês, de um trecho que gostei muito!

“Acho que há algumas coisas que precisa de fazer. Uma delas é aumentar o serendipismo, que é a interacção acidental entre pessoas, talvez por criar “
terceiros lugares” eficazes. Refiro-me a lugares entre a casa – que é o primeiro lugar – e o trabalho ou escola – que são os segundos lugares. O terceiro lugar é onde podem fugir da escola, das exigências da família e das exigências do patrão para partilharem conversas úteis.”

Relacionei estre trecho com nossos encontros de aprendizagem. Quando colocamos o grupo no processo de conversação, e em algumas dinâmicas de compartilhamento, sobre temas que eles mesmos sujerem e abrem.
jackson_pollock_phixr.jpg É através deste trabalho que estamos criando este “terceiro lugar”. (Uau!). Penso que este serendipismo, é que é o “nosso ouro”, sabe? E é algo que o próprio Teemu Arina busca e reflete como algo muito importante.

E a partir deste trabalho realizado neste “terceiro lugar”, pensando um pouco sobre o que Arina disse sorbe “Ferramentas para facilitar a aprendizagem formal” , pude entender que, neste processo que estamos com as empresas que estamos trabalhando,
As ferramentas para a aprendizagem informal, entram como continuidade dos encontros pessoais. Elas facilitam e complementam os processos de troca e compartilhamento.

Viajando um pouco….Lembrei-me de uma conversa que tive com Alblum quando eu estava estudando o artista Pollock.

As obras de Pollock, em sua terceira fase (aquela que os quadros são cheios de tinta jogada). Refletem a continuidade do movimento corporal que ele fazia para pintar. Todos aqueles “rabiscos” são consequência de uma movimentação motivada por um processo interno.

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“Oi, eu sou Ligia. Fazem quatro dias que eu não roo a unha!”

Se eu estivesse em um A.R.U.A (Associação de Roedores de Unhas Anônimos) esta seria a minha frase de hoje.Desde sábado, estou num grande e sofrido exercício: para de roer as unhas!

Após algumas reflexões, longas conversas com a mamãe – terapeuta, após ler alguns textos sobre mim, percebi o porque que eu roo as unhas a taaaaaanto tempo.
Na verdade já fiz vários exercício para tentar parar de roê-las: ja passei pimenta na unha, já pedi pra me darem tapas toda vez que colocasse a mão na boca, já passei esmalte amargo, já rezei, já fiz promessa, já…….enfim. Mas o mais importante eu ainda não tinha feito, que era simplismente “olhar para mim” e descobrir o porque.

Aqui está um trecho mais patológico do meu drama.

“Roer unhas além de ser um reflexo de ansiedade é agravado nas ocasiões de tensão, o hábito deé considerado como reflexo de desajustes emocionais, embora não seja considerada um importante sintoma psiquiátrico. A incidência diminui após os 16 anos de idade. Portanto, considerado normal entre as idades de 4 a 18 anos, devido a sua alta prevalência nesta faixa.”

(Nota-se que há algo errado comigo? Levando em consideração que eu tenho 21 anos e “ainda” roo as unhas, e o tempo estimado “normal” é até os dezoito….hum…enfim…)

(http://www.tanaka.com.br/art1_02.html)

Agora, finalmente resolvi parar de comer as minhas garras! (aplausos)

Comprei esmaltes vermelhos (dizem que fortalecem as unhas), alicate afiado, acetona, algodão e um manual de manicure. Brincadeira, comprei tudo menos o manual.Com muito esforço e falta de coordenação motora, fiz as bendidas unhas. E não é que ficaram muito boas! Adorei!

Agora que aderia a consciencia e a prática nada mais certo do que abandonar de vez esse vício ridículo!

Força Ligia!

Pois é minha gente!

Estive no aeroporto do Rio de Janeiro na terça-feira passada tentando voar pra minha casa, que fica em São Paulo, mas as “condições” não ajudaram muito.
Parece ladainha mas é verdade. Cada hora é uma coisa: ou ta chovendo em sampa, e não dá pro avião descer, por que ele pode derrapar por causa do nível da água na pista de pouso, ou é por que ocorreu uma “pequena” interferencia de uma rádio pirata na radio local do aeroporto, ou são as aeronaves da GOL que não sobem e nem descem enquanto o de outras companhias funcionam, enfim, é uma maravilha! Ninguém se responsabiliza por muita coisa, sempre é culpa da metereologia ou então de algum aeroporto “vizinho”.

Por isso que eu digo: “Não se fazem mais aeroportos como antigamente”. Hoje, um dia no aeroporto você pode ver perfeitamente o nível de stress das pessoas aumentando a cada minuto de espera ( e olha que o tempo previsto de espera é de três à cinco horas), os ânimos se modificando até que alguém perde a cabeça e começa a armar o barraco. E aí está criado o caos!

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Demorei mas consegui!

Faz tempo que estou bolando um post sobre a minha viagem ao Quilombo São José, e não consigo publicar! É tanta coisa boa pra contar que acabo escrevendo um livro aqui, mas acho que consegui resumir de uma forma legal que todos possam imaginar um pouco dessa aventura!

Bom, saímos de Sampa às 00h30. Foram extamente dez horas de viagem! Estava tão feliz e anciosa que dormi umas duas horas ao todo! Quando deu cinco e meia da manhã já se podia ver no horizonte, o sol, enorme e laranja saindo de trás dos morros trazendo o calor tão esperado por nós. Um espetáculo!

Chegamos nos Quilombo por volta das dez da manhã. Saímos todos de mala e cuia pra procurar um cantinho pra “enterrar” as barracas. O dia começou com a uma missa dos jongueiros, e logo em seguida no terreiro perto dali, uma maravilhosa roda de samba com os mais honrados “puxadores de samba”.

Após a deliciosa feijoada do almoço, os grupos de jongo das diferentes comunidade começaram a se apresentar. Um grupo mais bonito que o outro, uma “toada” (música) mais bonita que a outra. Foi emocionante ver aquele povo todo junto cantando e louvando! Dava pra sentir na pele as vibrações maravilhosas que tudo aquilo trazia!

No fim da tarde, fomos descansar um pouco pra aguentar a maratona noturna. Nesse horário as gorduchas nuvens brancas ja estavam se aproximando, e a temperatura caindo agradavelmente.

A noite, dividido por ambientes, o quilombo nos proporcionou um “forró brega” que a comunidade tanto gosta, e no terreiro ao lado mais jongo pra moçada! A noite foi embebida de pinga com mel, chocolate quente e muita cantoria.

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