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Bom está um pouco atrasado mas acho que vale a pena…
Esta sou eu na lente da jornalista Ana Carmem, estavamos no meio de uma desconferência. Uma das dinâmicas que aconteceram na Oficina de JCI (Jornalismo Cultural Independente), no grande evento TEIA 2007 em BH, que a Papagallis teve o imenso prazer de participar!![]()
Word Café, Open Space, círculo, brincadeiras e ciranda foram as formas e as dinâmicas que usamos para contribuir na construção coletiva do: o que é, para quem é e como se faz JCI.
Ao ver as respostas e os frutos deste trabalho, fico cada vez mais confiante nos trabalhos colaborativos e em rede. Onde tudo passa por todos, e todos constroem juntos uma verdade comum, um verdadeiro propósito! É pouco dizer que ficamos apaixonados por todo mundo e que com certeza, conhecemo pessoas geniais na terrinha!
Falando um pouquinho da TEIA… Foi realmente algo transformador. Havia pontos de cultura de todo canto do Brasil, mostrando o que eles sabem fazer de melhor: representar a cultura brasileira, em suas diversas expressões! Essa “festa” de quatro dias foi feita para que estes pontos de cultura que, geograficamente estão tão longe um dos outros, pudessem se encontrar, se conhecer e quem sabe, começar a existir também como rede!
Não sei se este era o “efeito” esperado mas…Por um momento, olhando tudo aquilo, podia-se dizer q
ue o Brasil era uma “coisa” só! Não havia mais estados dividindo as pessoas e muito menos a sua própria cultura! Estava todo mundo junto fazendo tudo! Dançando, cantando, pintando, bordando, louvando, falando…. Enfim, confesso que demorei pra voltar para São Paulo! Estou aqui já fazem duas semanas, e a pouco minha cabeça estava vagando nas claras memórias de todos os jongos, batuques e cocos que dancei…
Para quem quiser saber e ver mais um pouquinho do que rolou em BH, aqui está o link do flickr da Iolanda Huzak, uma fotografa muito querida que conhecemos na oficinia… Ela fez uma cobertura fotográfica que eu gostei muito! http://www.flickr.com/photos/iolandahuzak/
beijos á todos!
Demorei mas consegui!
Faz tempo que estou bolando um post sobre a minha viagem ao Quilombo São José, e não consigo publicar! É tanta coisa boa pra contar que acabo escrevendo um livro aqui, mas acho que consegui resumir de uma forma legal que todos possam imaginar um pouco dessa aventura!
Bom, saímos de Sampa às 00h30. Foram extamente dez horas de viagem! Estava tão feliz e anciosa que dormi umas duas horas ao todo! Quando deu cinco e meia da manhã já se podia ver no horizonte, o sol, enorme e laranja saindo de trás dos morros trazendo o calor tão esperado por nós. Um espetáculo!
Chegamos nos Quilombo por volta das dez da manhã. Saímos todos de mala e cuia pra procurar um cantinho pra “enterrar” as barracas. O dia começou com a uma missa dos jongueiros, e logo em seguida no terreiro perto dali, uma maravilhosa roda de samba com os mais honrados “puxadores de samba”.
Após a deliciosa feijoada do almoço, os grupos de jongo das diferentes comunidade começaram a se apresentar. Um grupo mais bonito que o outro, uma “toada” (música) mais bonita que a outra. Foi emocionante ver aquele povo todo junto cantando e louvando! Dava pra sentir na pele as vibrações maravilhosas que tudo aquilo trazia!
No fim da tarde, fomos descansar um pouco pra aguentar a maratona noturna. Nesse horário as gorduchas nuvens brancas ja estavam se aproximando, e a temperatura caindo agradavelmente.
A noite, dividido por ambientes, o quilombo nos proporcionou um “forró brega” que a comunidade tanto gosta, e no terreiro ao lado mais jongo pra moçada! A noite foi embebida de pinga com mel, chocolate quente e muita cantoria.
Se há tesouros escondidos de verdade (como nos filmes de piratas), hoje posso dizer que achei o meu !
Localizado na cidade de São paulo, na Vila Madalena, atrás de um portão vermelho na rua Purpurina, está
o Teatro Escola Brincante. O centro de cultura popular mais charmoso e alegre do mundo.
À quinze anos atrás Antonio Nóbrega e Rosane Almeida (pesquisadores das danças populares brasileiras) , criaram o espaço para ensaio e para guardar os instrumentos e materiais de espetáculo.
O tempo passou, o trabalho do casal cresceu e as pessoas vieram pedindo aulas. Para poder compartilhar e ensinar surgiu a necessidade de t
ransformar o espaço de ensaio em um teatro-escola batizado de “Brincante”.
Através das aulas de danças populares, canto, percussão, teatro, etc, o Brincante se mantém vivo e cheio de novidades! E eu como sortuda que sou, achei este lugar. E já avisei que não saio de lá tão cedo.
Quem quiser conhecer mais um pouquinho acesse o site: www.teatrobrincante.com.br
Abraços.

